VIDE BULA : Notas, Versos & Pensamentos


 
 

Nuvens

 

De repente me pego olhando as nuvens,

Há muito que não as vejo viajar,

Feito algodão doce no ar,

Nas formas de minha infância...

 



Categoria: Poesias
Escrito por Renan Wangler �s 20h31
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Noite Carioca

 

Ode a noite carioca.

Um obelisco de atração.

Sob furtivos olhos mil,

Inúmeros pontos de ofuscação.

Após o escurecer  do azul anil,

Sempre há uma velha maloca.

 

Nas carnes arde a libido,

Aquela  exaltação divinal.

Em pleno reduto da Lapa,

Vence o espírito bacal.

Aqui a loucura solapa,

Em um desejo encardido.

 

Parque de todas as tribos,

Lar da velha boemia,

Do espírito malandro sagaz.

Rogo àquela harmonia,

Que falta hoje nos faz,

O poder de seus mitos.

 



Categoria: Poesias
Escrito por Renan Wangler �s 13h14
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livro Vide Bula - Adquira já o seu exemplar

http://www.editoramultifoco.com.br/catalogo2.asp?lv=292

Classificação:

Para adquirir o livro Vide Bula acesse o site da editora multifoco ou procure o autor Renan Wangler no tel: (21) 9698-4314 ou no e-mail renanwangler@ymail.com



Categoria: Link
Escrito por Renan Wangler �s 13h57
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Com shows de Gabriel Buaeno ( voz e violão- Bossa nova e Mpb) e Dj Rto.

 

 

 

 



Categoria: Evento
Escrito por Renan Wangler �s 14h04
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Livro

 

LIVRO

LIVRE

VIVE

VI

ALI

AMIGO

LIVRO

 

"Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro"

 ,Henry Thoreau



Categoria: Poesias
Escrito por Renan Wangler �s 16h50
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Abutres

 

Abutres voam calados,

Sem surtar com a pressão do dia a dia.

Estranhos animais alados,

Do fim alheio buscam sua alegria.

 



Categoria: Poesias
Escrito por Renan Wangler �s 16h49
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Razo

 

Aliado que todos julgam ter.

Amuleto da salvação.

Da persistência, a ilusão.

 

Detentora do real saber.

Estandarte em qualquer mão.

Na sua ausência , um mundo em escuridão.

 

Salve a razão de Sócrates,

Não a certeza dos ignorantes.

Salve o poder da dialética de Platão.

 

Que os ouvidos sirvam para ouvir,

Antes mesmo que a boca fale.

Que a cabeça sirva para refletir,

Antes que o diálogo se acabe.

 



Categoria: Poesias
Escrito por Renan Wangler �s 16h41
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As Chuvas

 

I

 

Caia chuva e sua tormenta,

Umedecendo a carne pútrida

Daqueles humanos de alma benta.

 

Primeiro molhe as faces,

Depois as rasgue com seu vento.

Rasante como as aves,

A ensinar os seus rebentos.

 

Esfria o calor do amor,

Encharca corações de dor.

Invadindo casas.

Impondo sua vingança.

 

Fúria do mar na terra.

Recolha suas potentes armas

E cesse  de vez essa guerra.

 

II

 

Limpe as maldades desse imundo.

Guerreira, poderosa e arteira.

Afogue as contradições.

 

Regue a paz do novo mundo.

Agregue  os pobres e ricos.

Segregue os bons dos iníquos.

Toca na terra e molha fundo.

 

Esfria o ódio e o rancor.

Enxágua corações em ardor.

Invadindo terras secas.

Plantando sua esperança.

 

Na terra como no mar.

Socorre essas tementes almas.

E mostre de vez o que é amar.

 



Categoria: Poesias
Escrito por Renan Wangler �s 17h48
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Alheio

 

Às vezes necessito de uma arma

Para matar minhas angústias,

Vontades e desejos

E uma porção de renúncias.

 

Sinto- me alheio.

Não raciocino direito.

Estou alheio.

 

Meus pensamentos se fundem,

Milhões de coisas confundem,

Tentando indexar minha vida.

 

Confusão , exaltação,

Alegria, ironia,

Será que a salvação está na academia.

 

Em slow motion persisto,

Nesse surto relatado.

Tentando me manter acordado

Consciente e alheio.



Categoria: Poesias
Escrito por Renan Wangler �s 17h33
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Musas

 

Homenagem as amigas do coral Ibeu Tijuca I, Lídice Xavier e Bianca Veloso.

Graças presto ao gracejo de tuas vozes,

Pois ali vive a perfeição da doce melodia

Arrebatando-nos em sublime harmonia.

Sois a encarnação das gregas divindades.

 

Personificação das belas-artes.

Delicadeza e beleza em maestria.

Sensualidade de pura fantasia.

É um previlégio poder mirar-tes.

 

Amigas fiéis dos como eu errantes.

Sob o luar sereno que nos alumia,

Ou talvez o astro rei quando dia.

 

Que nossos rumos lado a lado sejam andantes

E prósperos, nessa amizade que nos contagia.

Repletos de paz, canto e harmonia.

 

 

"Amigo é coisa pra se guardar,

No lado esquerdo do peito...

Assim falava a canção..."

Canção da América.- Milton Nascimento.

 

 



Categoria: Poesias
Escrito por Renan Wangler �s 17h26
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Meu vício : "BB"

Poesia/presente de aniversário à mulher da minha vida Suziene.

 

Assim como puro sumo de Baco

De cultivo e manufatura caseira.

Tens teu sabor com o tempo apurado

Carrego-te em minha algibeira.

 

Hoje, ainda mais me embriago de ti,

Pois sou dependente de teu amor.

Nesse vício há tempos me perdi,

Cada dia mais entorpecido por teu sabor.

 

Um temperamento tinto,

Marcado na face suave,

Às vezes cm um olhar rascante,

Dispare em sua imensidão doce.

 

É um privilégio ter-te a meu lado

E beber de teu carinho,

Pois sinto que sou amado,

E nessa vida não mais sozinho.

 

"Queria ser um baseado
Para nascer em seus dedos, morrer em seus lábios,
E fazer sua cabeça."

Bob Marley


Categoria: Poesias
Escrito por Renan Wangler �s 15h21
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Versos a Ti

 

 

Es aqui meus versos a ti

Versos que descrevem seu efeito em mim

És divindade em deleite

Vejo em tua grandeza dádivas divinas

Em corpo curvilíneo mortal

 

Admiro te como a um pecado

Pois te desejo a meu lado

Mesmo julgando ser errado

Tu tens um poder sobre mim

Poder de teu encanto e beleza

 

Seus olhos enquanto portas da alma

Chamam-me para um banquete

Em sua face salpicada me perco

Como em vislumbre do céu cheio de estrelas

Assim te quero a meu lado

 

Suas madeixas emitem um brilho imortal

Descendo em seus ombros em formato sutil

Em sua presença o mundo é pouco

Em milésimos percebo meu erro

Mas volto a me perder em você

 

Minha atração não é só física

É como uma cumplicidade em outro ser

Vejo outra metade através de você

Deus sabe como isso perturba – me

Pois a dúvida me consome

 

Em você vejo o brilho sutil

Doce brilho juvenil, dentro dessas belas faces.

Seria pecado desejar - te?

Linda, inteligente e formosa.

Enigmática, sincera e harmoniosa.

 

Hernández Gutiérrez.

Personagem de ”Memórias Póstuma de um Vampiro” (nome provisório de um romance em construção)



Categoria: Poesias
Escrito por Renan Wangler �s 19h35
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Insônia

 

Acudam-me por Deus!

Onde guardei meu sono?

Digam-me, Sandmem ou Morpheo.

Mais uma noite em vigília, que engano.

 

Deito com o teto a mirar,

Com força tento sonhar

Esperando no sono embalar

Quando a mente decide estalar.

 

Um livro, um filme, uma arma,

Para ver se isso me acalma.

Talvez mais um copo d’água,

Para ver se a vigília deságua.

 

A salvação é uma esferográfica e o papel.

Aí sim, derramo meu céu

Um paraíso de letras e rimas

Como uma dança de puras meninas.

 

Mais uma vez tento meus olhos fechar

E deixar ‘Ele’ a areia despejar

E um fiapo de paz a navegar

Talvez possa enfim me embalar

 

Aqui me despeço então,

Pois o sonhado sono em mim já abunda.

Que dessa vez não seja em vão

E em belos sonhos eu enfim afunda.



Categoria: Poesias
Escrito por Renan Wangler �s 14h09
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Felinos

 

Notáveis vigilantes da noite.

Senhores dos segredos perdidos.

Astutos guerreiros malditos.

Enxergam a verdadeira noite.

Sentem e precedem o perigo,

Com garras que empregam o castigo

Destros e ágeis como os ventos.

Belos e nobres elementos.

No seu olhar o brilho e o poder.

Perfeitos dons divinos

Resguardando o precioso saber.

Enigmáticos e tenros felinos.

 



Categoria: Poesias
Escrito por Renan Wangler �s 13h21
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Vingança

 

 

Com uma natural presteza

De um mero insulto

Carrego a destreza

De ser só mais um vulto

 

Mais um vago viajante

Entre os mundos existo

Sou um espírito errante

E a insanidade conquisto.

 

À noite, na escuridão maior,

Sou quem apaga suas luzes,

Com torpes idéias cultivo a sua dor

Ressuscito suas máculas e cruzes

 

Longe do inferno e do paraíso

Trago um olhar frio de congelar

Pois vim buscar o teu juízo

E estarei sempre a lhe mirar

 

Rasgo tuas velhas lembranças

Tiro sangue de tua ferida

Es o fruto de minhas andanças

Do terror minha nova vida

 

Pois morto estou aqui a vagar,

Há séculos perdi a esperança

E eternamente preciso lutar

Pela minha doce e esperada vingança.

 



Categoria: Poesias
Escrito por Renan Wangler �s 13h02
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Ode a Esperança

 

Venho a ti esperança.

Mais uma vez me apoiar,

Pois sei que em minha mente

Por mil vezes te decapitei

E te larguei ao léu,

E por outras mil vezes te busquei,

E como ave, admirei sua subida ao céu.

Oh, divina Fênix imortal.

Mais uma vez nas cinzas te rogo.

Suba aos céus com seu fogo

E na minha vida, faça a diferença.

Curando minhas angústias,

Proporcionando uma renascença.

Em outros versos te enterrei,

Em pensamentos te dei como morta.

Mas aqui admito seu poder

E que a real crença é o que importa,

Pois sei que estarás viva

E mais uma vez forte,

Quando o brilho do meu olhar

Enfim se perder na morte.

 



Categoria: Poesias
Escrito por Renan Wangler �s 17h31
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Acróstico - Maria José

 

Pequena homenagem a minha querida mãe que faz aniversário dia 20 desse mês.

Mãe, com amor lhe presto essa homenagem.

Assim sutil nesse inesperado momento.

Risco meu coração e derramo meu sentimento.

Imenso para mim é o poder de tua imagem.

Anterior ao nascimento é minha devoção.

 

Já em vida, em você obtive base.

Onde me faltou exemplo percebi seu valor.

Sempre que preciso, em você tenho uma mão.

É com essa simples poesia que descrevo meu amor.

 



Categoria: Poesias
Escrito por Renan Wangler �s 17h03
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Zatara

Zatara

 

I

 

   Mais uma vez ando pelas ruas dessa cidade amaldiçoada, acho que preciso me mudar, caçar em outros terrenos, mas foi tão difícil conquistar esse, graças aqueles almofadinhas. Éh... Vou ao Jimmy ver o que há de novo, talvez algo lá me anime, uma briga de garrafas ou um jogo de sinuca com bolas voadoras.       Hum... O que é esse cheiro...Isso me apetece... Adrenalina...  Acho que vou fazer um lanche...

   Sempre esse beco, o velho beco da rua 33, úmido, fétido, um dos lugares mais aconchegantes, para quem já dormiu ao relento.

-- Argh! – grito, de uma loira de seios fartos, arrancado a murros no fim do beco.

-- Sua vadia eu já falei que não se brinca comigo – um jovem levemente adulterado esmurrando uma vadia qualquer. Tudo normal nesses cantos da cidade.

-- Não é assim que se trata uma dama. – não que ela seja.

-- Se mete na sua vida cara, essa mulher é minha.

  Em um piscar de olhos o encaro de fronte causando nele um imenso terror.

-- Pode repetir, por favor, é que eu não entendi muito bem – com as mãos na garganta do distinto cavalheiro – E a senhora como está? Sente-se aí e admire o show. -- sem reação a loira observa tudo imóvel, esmurrada e encostada na parede.

   Sem ar, o jovem ainda tenta esboçar uma reação, mas não consegue com minhas presas em seu pescoço, a loira tenta gritar, mas o espanto cala sua reação e o grito sai mudo, pouco antes de sentir meu copo frio colado no dela. Eu admiro as formas femininas. Elas são tão... Belas e seu cheiro é um tanto doce, talvez isso é o que faz seu gosto mais agradável. Gosto de vê-las andar, gesticular, são definitivamente criaturas graciosas, pena que essa nem tanto, apesar dos seios fartos.

 -- Tenho uma pergunta a lhe fazer? – Respirando fundo tentando controlar o terror ela olha em meus olhos e se ajoelha pedindo clemência. -- Me diz menina, o que você tem para me oferecer? Ou seja, por que deveria deixá-la ir. -- Como se ela conseguisse responder algo depois de tudo que ela viu.

  -- O que é você? – A expressão dela mudou e começou a ficar séria o que a deixava bela mesmo com a cara esmurrada.

-- Pergunta difícil. Vamos a um lugar mais aconchegante.

   Decidi então deixá-la me ouvir...

   Eu deveria ser ator, afinal após muitos anos da minha pseudo vida adquiri um gosto pelas platéias, eu sei que não devo me expor e por mais que a inquisição já tenha não seje tão mais ameaçadora como outrora ainda há certos membros atrás de um sanguessuga desavisado, e também aqueles que querem nos controlar ficam no meu pé  após um ou outro corpo que deixo sem o devido trato em um latão de lixo qualquer.

  

 

II

 

 Às vezes me pergunto porque vocês valorizam tanto a vida, ter ar no peito, sentir o frio, o calor. Todos nós somos carne apodrecendo, e um dia acabaremos como comida dos vermes, uns logo, outros não. Mas a pesar de tudo, gosto de vocês, vocês me divertem com essa de amar ao próximo e ser bom para receber bondades. Quando na verdade são tão mesquinhos e hipócritas como qualquer ser maléfico, no entanto se reprimem tentando aparentar serem legais. Se vocês soubessem o que seus vizinhos realmente pensam.

   Aqui do alto vocês representam o que são, vejo muito bem  meros insetos correndo de um lado para o outro em busca de sangue? Não! Esse sou eu.

    Ainda me lembro quando algo batia no meu peito, eu era um selvagem, livre, e gostava disso, passeava na relva, andava por entre os animais éramos irmãos diante da imensidão da natureza, vivíamos em uma tribo forte, porém pequena, meu avô o grande sábio curandeiro, minha mãe e irmãos. Caçávamos e vivíamos do que conseguíssemos no momento, na época da estiagem a noite era fria e a fome cortava o estômago, durante o dia o sol já queimava minha pele enquanto procurava alimento. Assim vivi minha infância, sem saber ao certo nem quem era meu progenitor, meu avô dizia que era um demônio. No auge da minha vida o primeiro demônio me encontrou, Aquele que meu avô dizia ser meu pai. Em meio a lutas a ferro e fogo fui capiturado e ele ao rever minha mãe lamentou o fato dela não ter mais o corpinho que ele agrediu anos atrás , minha mãe suplicou pela minha vida dizendo se tratar de sangue do seu sangue, e suas palavras foram. – E eu lá tenho filho encardido. -- Pouco antes de me jogar ao mar. Após uma grande luta desfaleci. Foi quando outro demônio me encontrou. Acordei agarrado em seu pulso sentindo o sabor doce e puro de seu sangue, com horror e raiva levantei de um pulo sentindo um estranho êxtase corri para o acampamento  de meu “pai”, onde entrei as escondidas o pegando na cama ao lado de minha mãe morta.

   Com as mãos embebidas de sangue fugi após me tornar órfão.

   Nas sombras, Ele, o demônio salvador me esperava...

   Tornei-me seu criado em outro canto da grande Austrália. Ainda vivo, porém com o sangue da morte correndo nas veias me fazendo ser um ultra-humano sedento e bizarro, nas conversas que tivemos pouco se ouvia minha voz, pois ainda me restava um medo, um receio do desconhecido e por mais que eu não o falasse, ele já sabia o que passava em minha mente. Durante um ano vivi a espera da morte, sem realmente saber o outro lado. Quando em um certo dia ele, em seu quarto onde era terminantemente proibida a entrada de qualquer ser, me gritou. Titubeei ao pisar naquele templo da morte onde a luz não penetrava, o breu era o dono do recinto, naquela hora que a porta se bateu senti a morte fincar suas presas.

   Nenhuma dor em vida se compara à dor da morte. Os músculos se contraem os ossos se deslocam e voltam, o corpo queima e logo esfria, a história de vida passa em milésimos de segundo e aos poucos o breu toma formas e uma silhueta aparece onde só havia escuridão, não há luz, porém as formas e volumes aos poucos aparecem e o som do seu coração se vai e a fome surgi animalesca e voraz consumindo todo o ser, em uma taça de ferro consumi o primeiro drinque de vida após a morte.

   O fato de viver da vida alheia me revoltava, confesso que das primeiras vezes imaginei estar devorando o demônio que me pôs no mundo. Mas acabamos nos acostumando com o prazer da caçada com a emoção de atrair e beijar as vítimas sem que elas percebam o furto as enchendo de prazer.

 

 

III

 

   Estática ela ouviu cada palavra, cada fonema de meu relato sem demonstrar reação, no máximo acompanhava meu andar em volta de sua pessoa com os olhos a fim de sentir onde eu estava.

-- Louco né?  Tentei quebrar o clima afinal há muito tempo não contava a ninguém minha história e já sentia que essa mulher de seios fartos fosse a coisa mais próxima de um amigo, o chato que ela não poderia continuar viva...

-- Então você é um vampiro?  Depois de tanto tempo em silêncio ela faz a pergunta mais óbvia de todas, me deixando profundamente decepcionado, esperei alguns segundos antes de voltar a falar na esperança de ser uma pergunta retórica, daí lembrei em que situação a havia encontrado, sendo esmurrada por um chapado em beco sujo e tive uma repugnância como se tivesse em frente a pior das mulheres.

   Não senti nada alem de nojo quando suguei até a última gota de vida dessa paria, ao terminar parei e admirei meu trabalho, talvez assim pálida ela tivesse seu encanto com seus seios fartos cheios de veias rochas transformando-na em uma obra de arte gótica imitando o mármore.

   Desejei então mais uma vez ser humano, ignorante da mentira que é a sua tão querida vida, para sentir o calor de um abraço amigo ou ter uma noite de amor com uma jovem virgem, ter a imortalidade é ter a solidão, afinal para quem é um expectador a vida fica sem valor, sem nexo, o importante é esquecer os lamentos e sair para viver a não-vida.

   Já ia me esquecendo mais um corpo para desovar, não na verdade dois afinal o outro no beco ficou as moscas. É melhor eu me apressar, pois ainda quero ver o bar.



Categoria: Contos
Escrito por Renan Wangler �s 17h57
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Lua

 

Eis o tapete negro

Da abóbada do céu,

Orientando os navegantes,

Encantando os amantes

Com o brilhar de tuas jóias.

Nesse cenário és a rainha.

Enigmática, Fantástica.

Nos trazendo a luz de seu par,

Embora, triste a distância.

És mulher em suas fases.

Nova, a cada dia inova.

Minguante,  querida amante.

Crescente, frágil, carente.

Cheia, amor que incendeia.

Sei que não faz juz

Minha descrição das beleza tua

Porém ,  à ti sou devoto.

Ó. Divina deusa Lua.



Categoria: Poesias
Escrito por Renan Wangler �s 18h00
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Clamores de um novo Vampiro

 

I

 

Aqui jaz meu corpo,

Longe do caos urbano.

Aqui, há paz em torno,

Longe do suplício humano.

 

Meu corpo adquiriu força,

Além dos limites racionais.

Por mais que a consciência me torça,

Fugi dos cárceres mentais.

 

Assim a morte me encontrou.

Na forma de dentes imortais.

Assim em descobrimento estou.

Em meio a sensações irreais.

 

Vejo a milhas de distância,

Ouço o desabrochar das flores.

Remetendo a minha infância,

Tempo de buscar novos sons e cores.

 

II

 

Eis o doce veneno.

Rubro poder intrigante.

Eis o desejo que condeno.

Puro veneno vibrante.

 

Ás do meu novo ser.

Trunfo da não-vida.

Cerne do não-viver.

Fruto da paz perdida.

 

Em mil caçadas por sangue.

É composta minha nova noite.

E perdida em um denso mangue,

Minha consciência em açoite.

 

Êxtase de mil sexos.

Paixão de vários ardores.

Alucina-me o sangue, sem nexos,

Para um novo vampiro em seus clamores.

 



Categoria: Poesias
Escrito por Renan Wangler �s 18h55
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Amizade

 

Amigo,    consciência   em   outra   mentE.

Muito     alento     obtive,     em    dias    D.

Incrivél  é  sua  Influência  em  minha  vidA,

Zunindo       uma     presença      pespicaZ.

A  você dedico esses versos descritos aquI.

Dedico  também  os  anos  que  me restaM,

Em    agradecimento    a   sua   existênciA.



Categoria: Poesias
Escrito por Renan Wangler �s 16h03
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Apresentao

 

   Este é  o VIDE BULA, um apanhado de trabalhos poéticos, musicais e reflexivos de Renan Wangler, este que vos fala.

   Aqui relatei  momentos da minha vida, que constituiram um  tipo de bula onde fácilmente se entende o que trago na minha cabeça e coração, os advirto que nem sempre trago as melhores razões, nem os melhores métodos de exprimir meus sentimentos, mas aqui  fui aprendendo gradativamente a refinar minha poesia e coloca-la em poucas e sublimes palavras, aqui veram textos subjetivos e impessoais se transformarem em versos embebidos de emoção repletos de momentos de contemplação e outros de ócio criativo, anos dourados e idade das trevas que formam altos e baixos na vida de um ser humano, veram opiniões políticas, relatos de amor, cantos a vida, paixões e tentações que acredito pertencerem também a vida todos vocês. então antes de pensarem - porquê devo ler sobre a vida de um zé ningém,  pensem que sou um no meio do povo e meus sentimentos podem ser iguais  aos seus ao longo que essa incrível vida passa. Meu objetivo não é remediar o mundo nem a sociedade, mas me vejo como mais uma droga sem indicação em circulação nesta mesma sociedade que emburrece e desistimula o povo, que a impulsiona e a dignifica.

   Os convido a ler, refletir e comentar tudo que aqui estiver gravado, para que eu possa ter um crescimento junto a vocês.

Boa Apreciação



Escrito por Renan Wangler �s 17h44
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Acrstico VI (Vide Bula)

 

Ver,

Identidade.

Desenvolvendo,

Entidades.

 

Básica,

Universalidade.

Leitura,

Atividade.



Categoria: Poesias
Escrito por Renan Wangler �s 17h04
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Como Ser Pai

 

   A receita de como ser pai é bem simples;

   Pegue a relação sua com o seu pai, observe os seus erros e também os dele. Nunca repita os erros de seu pai, afinal você sofreu com isso e sabe que não é legal. Procure entender os erros de seus filhos, lembre-se! Você já foi criança, se você errou, porque seu filho não pode errar?

   Adicione a seguir uma bela dose de amor, em seguida compreensão e companherismo.

   Essa receita rende uma ótima amizade com seus filhos.

   OBS.: Se você teve um pai ausente, seje o mais presente possível, nunca perca a oportunidade de estar com seus filhos, pois você sabe a falta que um pai faz.



Categoria: Reflexes
Escrito por Renan Wangler �s 19h24
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Poeta

 

Em uma vigília eterna.

Óh! Alma de sonhador.

Nesse mundo de pouco amor.



Categoria: Poesias
Escrito por Renan Wangler �s 19h02
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Vazio

 

O vazio é a ausência de inspiração.

Nehuma força de expressão,

No coração de um nobre cidadão.



Categoria: Poesias
Escrito por Renan Wangler �s 18h15
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Minha Poesia

 

Em minhas palavras ,

nem sempre há nexo.

É como um estranho sexo.

Onde o falo da imaginação,

fecunda a razão,

gerando inspiração.

Assim nasce minha poesia,

em um momento de anestesia,

após um gozo, em harmonia.



Categoria: Poesias
Escrito por Renan Wangler �s 18h43
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Frases VIII

 

" A vida é como uma montanha russa, você pode gritar a cada altos e baixos ou simplismente curtir a emoção."



Categoria: Frases
Escrito por Renan Wangler �s 18h15
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Vinte e Um

 

(Resposta a poesia Mil faces, publicada no livro.)

Hoje vivo um marco.

Chegou o fim da infância.

Já passou a festa jovem.

 

Hoje encarno o juiz.

Vivo o pai,

o pilar de ordem familiar.

 

Mais do que nunca, Hoje,

sou a cabeça de um corpo,

penso no presente visando o futuro.

 

Para muitos é tempos de festas e orgia,

mas para mim, graças ao grande arquiteto,

feliz vivo a paz, guerriando por meu lar.

 

Hoje eu sou "Um por todos",

e não mas "todos por um".

 

 

"Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta."

Carl Jung.

 

 



Categoria: Poesias
Escrito por Renan Wangler �s 17h46
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Volta

 

Arriscando no samba

No marasmo da vida eu te vi

E lhe dei a mão

Ao te ver levantar e sorrir

Senti grande emoção

 

Nas histórias que ouvi mergulhei

Vi paixões ilusões e sonhei

Mas seu passado não nega

Nunca foi uma mulher que se entrega

 

Te contei minha vida perdida

Dividi meus segredos do coração

Te dediquei minha vida

Mas não pude evitar a separação

 

Volta...

Vem viver uma nova paixão

Volta...

Abra as portas do seu coração



Categoria: Letras de Msica
Escrito por Renan Wangler �s 18h37
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